Maranhão é destaque na Paralimpíadas Escolares 2018

(Foto: divulgação)

A delegação maranhense, que ganhou 31 medalhas na Paralimpíadas Escolares 2018, conquistou um legado imaterial inquestionável e demonstraram alto nível aproveitamento na competição. O evento aconteceu no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP), de 19 a 24 de novembro.

No atletismo, o Maranhão ganhou oito medalhas de ouros com atletas, Joel (3 medalhas), Fabiana (3), Marcos André (1) e Eliza (1); oito pratas, conquistadas por Pedro Henrique (3), Antônio Carlos (2), Mário (2) e Eliza (1); e cinco de bronze, por Antônio Carlos, Mário, Eliza, Thailany, e Marco André, cada um com uma medalha.

Na modalidade Natação foram quatro medalhas de ouro, conquistadas por Isabele (3) e Luana (1). No tênis de mesa, Raquel Alves trouxe para casa um ouro e uma prata e Samile, um bronze. No quadro de medalhas do judô, Zilene e Maria Eduarda conquistaram as disputadas com um ouro cada; e Bruno uma prata.

O exemplo de Raquel Alves

Entre os destaques, a maranhense Raquel Alves dos Santos, de 16 anos, conquistou medalha de ouro no tênis de mesa. A atleta defendeu que qualquer um pode praticar o esporte. “Não há limites de idade e tamanho, nem mesmo uma deficiência que possa impedir”, disse.

A mesa-tenista, que é moradora da cidade de Matinha, nasceu sem coordenação motora nos pés e, antes de começar no tênis de mesa, jogava handebol. Em 2015, durante um jogo de handebol, no Estágio Castelinho, em São Luís, a paratleta foi convidada pelo chefe da delegação do Maranhão nas Paralimpíadas Escolares, José Henrique Azevedo, o Mangueirão, a participar de um campeonato em Natal (RN).

“Aceitei o convite e escolhi o tênis de mesa para ser a minha modalidade nas competições. Se eu consegui chegar aonde eu cheguei, qualquer pessoa também pode. Tudo é possível”, contou Raquel Alves.

O técnico Carlos Aguar, que treina a estudante Raquel Alves, explicou que o tênis de mesa precisa da concentração de quem o pratica, e uma plateia em silêncio. Ele informou que a modalidade é um dos esportes paralímpicos mais tradicionais. O tênis de mesa, segundo o técnico, é dividido em três classes: os atletas disputam nas classes 1 a 5, em cadeiras de rodas; nas 6 a 10, os confrontos são em pé, e a classe 11 é para pessoas com deficiências intelectuais.

12ª Paralimpíadas Escolares

No total, 989 atletas, de 23 estados e do Distrito Federal, competiram na 12ª edição das Paralimpíadas Escolares. Onze modalidades compuseram o programa da competição: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

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