Déficit de pediatras prejudica atendimento no Maranhão

Número insuficiente de profissionais prejudica crianças (Foto: Divulgação)

Poucos profissionais especializados, doenças infecciosas e obesidade interferem no desenvolvimento adequado de crianças maranhenses. O assunto está sendo debatido durante a XII Jornada Maranhense de Pediatria e o I Encontro Maranhense Multiprofissional de Pediatria, que aconteceu de quarta-feira, 6, a sábado, 9, no Rio Poty Hotel. Palestras, mesas-redondas e aulas abordam temas relacionados à saúde da criança buscando a atualização profissional e a formação de médicos.

Atualmente, existem cerca de 460 médicos pediatras no Maranhão e 250 em São Luís, de acordo com a sociedade maranhense de pediatria. O número é insuficiente para o acompanhamento ideal de nossas crianças, agravando a incidência de doenças que prejudicam o desenvolvimento infantil.

“No Brasil, nós temos hoje 37 mil pediatras, mas existe uma grande disparidade entre o número de pediatras e as regiões. A região onde há mais pediatras é a sudeste. Mais de 55% desse número total está no Rio, São Paulo e Minas. Infelizmente as regiões onde há menos pediatras são Nordeste, Norte e Centro-Oeste”, ressaltou Luciana Rodrigues Silvas, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O número insuficiente de profissionais justifica a situação da saúde infantil no estado. O acompanhamento pediátrico é fundamental para o crescimento saudável e adequado dessas crianças, conforme explicou Luciana Rodrigues.

“Nós temos a convicção de que todas as crianças devem ser atendidas por um pediatra. A criança que é acompanhada pelo pediatra recebe informação preventiva, que é a mais importante de todas para hábitos saudáveis de alimentação, para vacinação correta, para evitar obesidade, para estimular a atividade física, para detectar problemas de comportamento e para tratar”, destacou.

A presidente da sociedade maranhense de pediatria, Marynea Silva do Vale destacou as principais doenças que atingem crianças no estado. “Existem várias morbidades que acometem a infância, que são gerais para o Brasil todo e algumas específicas na nossa região, claro, porque os indicadores de saúde ainda são muito comprometidos. As doenças mais prevalentes ainda são as infecciosas, prematuridade, más formações congênitas”, frisou.

Buscando reverter esta realidade, o encontro busca capacitar profissionais envolvidos com a saúde infantil com a realização de oficinas, aulas, palestras e mesas redondas. Temas como “Doenças Infecciosas”, “Emergências em Pediatria”, “Transtorno do Espectro Autista”, “Obesidade na Infância” e “Atendimento ao Recém-Nascido” estão sendo discutidos durante o evento que conta com a presença de profissionais maranhenses e de outros estados do país.

“Nós temos em média 400 participantes, é muito importante que os profissionais se reúnam para capacitação e atualização das principais morbidades que acometem a infância e a adolescência para que possam melhorar e qualificar o atendimento”, destacou Marynea Silva do Vale.

Para incentivar o aumento no número desses profissionais, a Sociedade Brasileira de Pediatria realiza levantamentos e manifestos que são direcionados às administrações municipais e estaduais, conforme explicou a Dra. Luciana Rodrigues Silva.

“Periodicamente, nós temos feito documentos para a valorização do pediatra, campanhas do nascimento seguro, da necessidade de o pediatra estar presente em todo parto, fizemos já um manifesto de todas as necessidades das crianças e adolescentes. Nós precisamos de fato ter gestores sensíveis que entendam que para mudar o país, nós precisamos cuidar das crianças e dos adolescentes e para isso precisamos de mais pediatras”, frisou. (Com informações de O estado)

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